Pular para o conteúdo
Dra. Claryssa Nascimento Cirurgia vascular e endovascular

Tratamentos

Cada caso pede um caminho próprio.

Não existe tratamento padrão para varizes e doenças da circulação. A indicação — e a combinação de técnicas — nasce da avaliação em consulta. Abaixo, o que ofereço e o que esperar de cada etapa.

Dra. Claryssa Nascimento sorrindo, sentada em cadeira de madeira clara, com terno bege claro

i.

Consulta vascular

O ponto de partida de todo cuidado. Na consulta eu escuto sua história — sintomas, rotina, gestações, medicamentos em uso e histórico familiar — e faço o exame físico das pernas: inspeção da pele e das veias, avaliação de inchaço e palpação dos pulsos arteriais.

Quando o exame indica, entra o ultrassom com Doppler — o ecodoppler venoso. Ele mostra em tempo real o sentido do fluxo, o funcionamento das válvulas dentro das veias e a presença de refluxo ou obstrução. É esse conjunto — história, exame físico e imagem — que fecha o diagnóstico.

Ao final, você recebe uma explicação clara do que foi encontrado e das opções de conduta, com tempo para tirar todas as dúvidas. E nem todo caso pede procedimento: muitas vezes o caminho é medida clínica, meia de compressão e acompanhamento.

ii.

Check-up vascular

É a avaliação preventiva da circulação — para quem ainda não tem queixa, ou tem uma queixa leve que costuma ser atribuída ao cansaço. Boa parte das doenças vasculares avança em silêncio: a insuficiência venosa existe anos antes de a variz aparecer na pele, e a doença arterial periférica muitas vezes dá o primeiro sinal já em fase adiantada.

Na prática, é a consulta vascular somada, quando indicado, ao ecodoppler das pernas. Avalio pulsos, pele, sinais de refluxo venoso e os fatores de risco que mudam a conduta — pressão, diabetes, colesterol, tabagismo, sedentarismo, sobrepeso, gestações, histórico familiar e as rotinas que exigem muitas horas em pé ou sentada.

O escopo é definido na consulta, conforme sua idade, seus sintomas e seus fatores de risco. Pode incluir o Doppler venoso dos membros inferiores, que avalia varizes, refluxo e sinais de trombose; o Doppler arterial dos membros inferiores, que investiga obstrução e dor ao caminhar; e o Doppler de carótidas e vertebrais, que examina as artérias do pescoço — as que levam sangue ao cérebro. Quando o quadro sugere, entra também a avaliação de lipedema nos membros inferiores.

A periodicidade é individual. Para quem tem fator de risco ou histórico familiar, a avaliação anual é a orientação mais frequente; sem fatores de risco, o intervalo pode ser maior. Quem define isso é a avaliação, não um calendário fixo — e é justamente por isso que a primeira conversa importa.

iii.

Ultrassom com Doppler

Também chamado de eco-Doppler, duplex scan ou ecodoppler, é o exame que enxerga a circulação por dentro — sem radiação, sem contraste, sem agulha e sem preparo. O aparelho une duas leituras: a imagem do vaso e o som do sangue passando por ele. Daí o nome duplex.

Para que serve: mostrar o sentido do fluxo, o funcionamento das válvulas dentro das veias, a presença de refluxo, de coágulo ou de estreitamento nas artérias. É o exame que transforma uma queixa — "minha perna incha" — em um mapa objetivo do que está acontecendo.

O que ele ajuda a prevenir: encontrar trombose venosa profunda antes da complicação, identificar refluxo venoso enquanto a conduta ainda é clínica, flagrar estreitamento arterial em quem tem dor ao caminhar e avaliar as carótidas — as artérias que irrigam o cérebro — em pacientes com fator de risco cardiovascular.

Como buscar: o exame é solicitado na consulta, com a indicação certa para o seu caso — venoso, arterial ou de carótidas, de um lado ou dos dois. Ele não substitui a consulta: um laudo isolado, sem exame clínico e sem história, não fecha diagnóstico nem define tratamento.

Nenhum exame indica tratamento sozinho. Quem interpreta o resultado dentro do seu quadro — sintomas, histórico e exame físico — é a médica, na consulta.

iv.

Escleroterapia

Conhecida como "aplicação", é o tratamento dos vasinhos (telangiectasias) e microvarizes: uma substância esclerosante é injetada no vaso com agulha muito fina, levando ao seu fechamento gradual.

Como funciona: o agente esclerosante irrita a parede interna do vaso tratado, que se fecha e é reabsorvido pelo organismo ao longo das semanas seguintes. O sangue passa a circular pelas veias saudáveis. Por isso o resultado aparece de forma gradual, e não de uma vez.

É empregada sobretudo como procedimento ambulatorial para vasinhos e microvarizes, com finalidade estética e também de alívio de sintomas locais. Não substitui o tratamento das veias maiores: quando existe refluxo em uma veia calibrosa, tratar só a superfície tende a trazer o problema de volta — daí a importância do ecodoppler antes de decidir o caminho.

O tratamento é feito em consultório, por sessões planejadas conforme a extensão dos vasos e a resposta de cada organismo. Em geral, você retoma as atividades no mesmo dia, seguindo as orientações da consulta.

v.

Tratamento a laser

O laser transdérmico atua sobre a pele, sem cortes e sem agulhas, direcionando energia luminosa aos vasos finos. Pode ser usado sozinho ou como complemento da escleroterapia, ampliando as possibilidades de tratamento dos vasinhos.

A escolha entre laser, escleroterapia ou a combinação das duas técnicas depende do tipo de vaso, do seu tipo de pele e da avaliação em consulta.

As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. A resposta a cada tratamento varia de pessoa para pessoa; por isso, nenhum resultado é prometido ou garantido — o plano adequado ao seu caso é definido em avaliação individual, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

O primeiro passo é a consulta.

Campina Grande – PB. Agende pelo WhatsApp ou escolha um horário na agenda on-line.

vi.

Perguntas frequentes

Quando devo procurar um cirurgião vascular?

Peso, dor ou cansaço nas pernas, inchaço recorrente, varizes ou vasinhos visíveis e histórico familiar de doença venosa são motivos frequentes de consulta. Um check-up preventivo da circulação também é indicação válida, mesmo sem sintomas.

Vasinhos e varizes são a mesma coisa?

Não. Vasinhos (telangiectasias) são vasos muito finos, visíveis na superfície da pele. Varizes são veias dilatadas e tortuosas, de calibre maior. O tratamento indicado é diferente em cada caso, e a distinção é feita na avaliação em consulta.

Como é a primeira consulta?

Na consulta escuto sua história, examino as pernas e a circulação e, quando necessário, solicito exames complementares — como o ultrassom com Doppler. Ao final você recebe uma explicação clara do diagnóstico e das opções de tratamento, com tempo para tirar dúvidas.

Por que fazer um check-up vascular anualmente?

Porque as doenças da circulação costumam avançar sem sintoma. A insuficiência venosa existe anos antes de a variz aparecer na pele, e a doença arterial periférica frequentemente dá o primeiro sinal já em fase adiantada. Avaliar de forma periódica permite identificar o problema na fase em que a conduta ainda é simples. Para quem tem fator de risco ou histórico familiar, o intervalo anual é a orientação mais frequente; sem fatores de risco, pode ser maior — quem define é a avaliação, não um calendário fixo.

O que inclui um check-up vascular?

A consulta vascular completa — história clínica, avaliação dos fatores de risco e exame físico das pernas, com inspeção da pele e das veias e palpação dos pulsos arteriais — somada, quando indicado, ao ultrassom com Doppler das pernas. O ecodoppler mostra o sentido do fluxo, o funcionamento das válvulas das veias e a presença de refluxo ou obstrução.

O que é a escleroterapia?

Conhecida como “aplicação”, é o tratamento de vasinhos e microvarizes: uma substância esclerosante é injetada no vaso com agulha muito fina, levando ao seu fechamento gradual. É feita em consultório, sem necessidade de internação.

Quantas sessões são necessárias?

As sessões são planejadas caso a caso, conforme a extensão dos vasos e a resposta de cada organismo. Não há número fixo: o plano é definido na consulta e revisto ao longo do tratamento.

Preciso me afastar do trabalho depois da aplicação?

Em geral você retoma as atividades no mesmo dia, seguindo as orientações recebidas na consulta. Recomendações específicas dependem da extensão do que foi tratado e do seu caso.

O laser substitui a escleroterapia?

Não necessariamente. O laser transdérmico atua sobre a pele, sem cortes e sem agulhas, e pode ser usado sozinho ou como complemento da escleroterapia. A escolha entre as técnicas depende do tipo de vaso, do seu tipo de pele e da avaliação em consulta.

É preciso fazer ultrassom com Doppler antes do tratamento?

Nem sempre. O ultrassom com Doppler é solicitado quando necessário para entender com precisão o que está acontecendo na circulação. A indicação parte da consulta, não o contrário.

O ultrassom com Doppler dói? Precisa de preparo?

Não dói e não exige preparo. É um exame de ultrassom: aplica-se gel na pele e o transdutor desliza sobre a região examinada. Não usa radiação, não usa contraste e não envolve agulha. Parte do exame das pernas costuma ser feita com você em pé, porque é assim que o refluxo venoso se manifesta.

Posso fazer o Doppler por conta própria, sem consulta?

O exame precisa da indicação certa — venoso, arterial ou de carótidas, de um lado ou dos dois — e essa escolha vem da consulta. Um laudo isolado, sem história clínica e sem exame físico, não fecha diagnóstico nem define tratamento. O caminho seguro é consulta primeiro, exame depois, e a interpretação do resultado dentro do seu quadro.

Qual a diferença entre check-up vascular e consulta?

A consulta é o atendimento médico: história, exame físico das pernas e conduta. O check-up vascular é a consulta com finalidade preventiva, somada aos exames de imagem indicados para o seu perfil de risco — normalmente o Doppler. Toda avaliação começa pela consulta; o que muda no check-up é o motivo de procurar, que é prevenir em vez de tratar uma queixa já instalada.

Os procedimentos exigem internação?

A escleroterapia e o tratamento a laser são realizados em consultório, em sessões, sem necessidade de internação.

O resultado é garantido?

Não. A resposta a cada tratamento varia de pessoa para pessoa e nenhum resultado é prometido ou garantido. As informações do site são educativas e não substituem a consulta.